Zé Gentil "pipoca" e não aparece em plenário para votar projeto do Executivo que faz adequação de alíquotas de contribuições ao FEPA

Por RM

Postado em 21/11/2019 07:47:36



 

Apesar de ter sido visto na Casa, o deputado estadual Zé Gentil (PRB) não compareceu em plenário nesta quarta-feira (20) para votar o projeto de autoria do Executivo que faz adequações de alíquotas de contribuições para o FEPA (Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria). O “Zé das Mães” teria “pipocado”, para usar uma linguagem do jargão futebolês que significa demonstrar medo (o jogador) de disputar jogada, de chutar ao gol etc.; acovardar-se...

Tudo bem, Zé Gentil não foi o único da bancada governista na Assembleia que pipocou ontem.  Além do nosso “Zé das Mães”, outros oito membros não compareceram, inclusive Duarte Júnior (PCdoB), que sonha ser o candidato do governador na eleição do próximo ano para prefeito de São Luís.

Mas a “pipocada” de Zé Gentil é sintomática, sobretudo no instante em que o filho dele, o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, tenta se colocar como aliado incondicional do governador. Aliás, também ontem, o Cabeludo esteve no Palácio dos Leões tentando convencer o presidente estadual do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, a garantir apoio da sigla em sua pretensão de reeleger-se ano que vem, o que é no mínimo estranho, porque o PCdoB integra o governo municipal com a secretária de Políticas para as Mulheres, vereadora licenciada Aureamélia Soares.

FAKES E DETURPAÇÕES

Enquanto isso, a oposição no Maranhão, que apoiou cegamente e votou a aprovação da reforma previdenciária de Jair Bolsonaro, aprovada pelo Congresso Nacional, tenta confundir a cabeça do cidadão maranhense. Pelo visto o velho jogo das dissimulações continua.

EC 103/2019

Cumpre explicar que o projeto aprovado ontem se limita a fixar as alíquotas estaduais em patamares não inferiores às da União, incluindo as reduções previstas na Emenda Constitucional 103/2019.

JUSTIÇA SOCIAL

Com a medida, o governador Flávio Dino (PCdoB) ainda faz justiça social ao beneficiar os menos favorecidos (servidores que ganham o piso salarial contribuirão com 7,5%) e pesar mais no bolso dos que ganham mais (22% para aqueles que recebem acima dos R$ 39 mil).

SANÇÕES

Também é de bom tom esclarecer que a adequação não é obrigatória, mas o Estado que não a fizer ficará sujeito a uma série de sanções, como não receber repasses voluntários da União, aval para empréstimos e uma série de outras restrições que prejudicariam seriamente as relações do Governo do Estado com o Governo de Federal.



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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