Weverton Rocha avisa que vai jogar duro contra o Governo Bolsonaro e que “ainda não existe 2022”

Por RM

Postado em 11/02/2019 09:22:51



 

Senador Weverton Rocha (PDT/MA)

Ao afirmar, em entrevista ao influente blog O Antagonista, que o PDT não travará “briguinha de comadres” com o Governo de Jair Bolsonaro (PSL) no Congresso Nacional, argumentando que “é isso que eles querem”, o senador pedetista Weverton Rocha mandou um recado direto: a representação do seu partido no Senado – quatro senadores – e na Câmara Federal – 28 deputados federais – vai jogar duro contra o novo Governo, deixando de lado assuntos menores como as traquinagens financeiras de Fabrício Queiroz e as supostas malandragens corruptas do ex-chefe dele, o atual senador fluminense Flávio Bolsonaro (PSL), para desafiá-lo com a abordagem de temas que realmente interessam à Nação. Weverton Rocha, que lidera os senadores do pedetistas vão se comportar como uma bancada de Oposição atuante, que levará muito a sério o embate político que dominará as duas Casas do Congresso Nacional nos próximos tempos. “Não vamos entrar nessa de menino veste azul e menina veste rosa”, avisou. 

A julgar por suas declarações, o senador Weverton Rocha dará continuidade no Senado à linha de que manteve nos seus dois mandatos de deputado federal. Naquele período, apoiou com empenho o Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), esteve na linha de frente contra o impeachment da presidente – que classificou de golpe – e atuou como opositor implacável do Governo do presidente Michel Temer (PDT), principalmente no que diz respeito a questões trabalhistas. E o fez por convicção política e inteiramente de acordo com a linha de ação estabelecida pelo comando nacional do partido, do qual é membro de proa. E foi o empenho e a interpretação correta do brizolismo moderno que o tornaram vice-líder e depois líder da aguerrida bancada do PDT na Câmara Federal, posto que exerceu com fidelidade absoluta ao credo partidário.

Não surpreende sua postura como líder da bancada do PDT no Senado, ao anunciar que não pretende dar um segundo de trégua ao Governo de Jair Bolsonaro nem cair na estratégia bolsonariana de transformar cor de roupa de criança em decisão crucial para camuflar questões maiores, que realmente interessam, como a redução das desigualdades sociais no Brasil. Sua posição oposicionista ao Governo do PSL foi bem definida e exposta durante a campanha, primeiro com o apoio à candidatura pedetista de Ciro Gomes, e depois ao abraçar a candidatura do petista Fernando Haddad no segundo turno.

Durante a campanha, Weverton Rocha sustentou um discurso de centro-esquerda, enfaticamente contrário ao do candidato Jair Bolsonaro, posicionando-se com o seu adversário antes, durante e depois da campanha. E reafirmou a linha de ação ao assumir o mandato senatorial.

Na entrevista a O Antagonista, o líder do PDT no Senado foi equilibrado quando lhe perguntaram se o partido manterá a candidatura de Ciro Gomes em 2022, ou apostará numa eventual candidatura do governador Flávio Dino (PCdoB).

“Vamos trabalhar para que exista 2022. Não dá para falar em Ciro, se não tivermos 2022”, disse o parlamentar, de maneira quase enigmática, reforçando a impressão de que o seu partido nutre simpatia pelo projeto de candidatura presidencial do governador do Maranhão, que já ganha espaço em partidos de centro, centro-esquerda e esquerda. (Na quinta-feira, Flávio Dino foi lançado candidato a presidente em evento nacional da UNE, em Salvador). A cautela do senador em relação à posição do PDT na corrida presidencial para 2022 faz sentido, à medida que o “fator” Flávio Dino contraria frontalmente o “fator” Ciro Gomes.

Tarimbado nas guerras dentro do PDT, no campo do centro-esquerda e nas entranhas do Congresso Nacional, o senador Weverton Rocha se impõe a cada dia como um líder político de peso, com força indiscutível dentro do seu partido, no cenário político estadual e agora na Câmara Alta. E quem o conhece e acompanha seus movimentos não tem dúvida que ele fala sério quando avisa que será páreo duro para o Governo de Jair Bolsonaro e das forças da direita.

Fonte: Repórter Tempo



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
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