Um fanfarrão chamado Paulo Marinho

Por RM

Postado em 15/03/2019 08:00:01



Em 14 de março de 2019, o ex-deputado Federal, cassado por atos de corrupção, Paulo Celso Fonseca Marinho comemorou, com extrema naturalidade, no blog “Juventude Ativa” que é apócrifo, diga-se de passagem, , o império da impunidade. Segundo informações contidas no citado blog, Paulo Malino, digo Marinho, festejou efusivamente uma, “absolvição”, concedida perante o Superior Tribunal de Justiça – STJ. Palavras do blog:

“Julgamento realizado pelo STJ decidiu por unanimidade absolver o ex-prefeito de Caxias Maranhão, Paulo Marinho da acusação de haver grampeado o ex-presidente do STJ Edson Vidigal. O processo que durou anos representava uma peça histórica digna de ser rasgada dos anais do judiciário. Um grupo de inimigos políticos de Paulo Marinho décadas atrás, quando esse exercia o mandato de deputado federal, no intuito de cassar-lhe o mandato, cortou fios telefônicos da casa de Edson Vidigal no bairro Campo de Belém. Após, como se tratava a época de um ministro federal, pediram a atuação da Polícia, que em inquérito forjado atribui a Paulo Marinho e Jorge Castro a autoria do delito. O STJ por unanimidade reconheceu a prescrição e absolveu ambos. Ao tomar conhecimento da decisão Paulo Marinho enfatizou que a Justiça Federal é extremamente correta e não iria penalizá-lo sabendo que tudo não passava de uma farsa nos moldes do processo falsificado por seus adversários que lhe cassou o mandato. Marinho disse que há também uma outra justiça infalível que é a divina. Essa, segundo ele, enxerga tudo e não falha.”

O processo que o blogueiro se refere é o de nº 0003217-62.2005.4.01.3702 (veja aqui), originário da Subseção Judiciária de Caxias/MA. Neste processo, PM foi acusado e condenado em primeira instância, a 3 anos e 6 meses de reclusão e 70 dias-multa, por ter sido mandante de interceptação telefônica clandestina na residência do ministro aposentado, do STJ, Edson Vidigal.

Antes de prosseguirmos com nossa exposição, faz-se relevante destacarmos algumas observações acerca do texto intitulado “Prêmio Protelatório – Prescrição de crimes no Brasil é sinônimo de impunidade”, que, aliás, o Blog recomenda a leitura. É um texto publicado em 26 de Outubro de 2005 por Lélio Braga Calhau, promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais.

No texto, ao discorrer sobre uma reforma processual penal que tramita a passos de tartaruga no Congresso Nacional, o autor constata que pessoas com boa condição financeira e com um bom advogado criminal ao lado, conseguem usar, com facilidade, o arsenal de recursos ordinários previsto na legislação, bem como ações de impugnação como Habeas Corpus e Mandados de Segurança, impetrados sem limites, e tendo em muitas vezes uma jurisprudência complacente, com o mero intuito de postergar a sentença penal transitada em julgado, para nesta lógica buscar a tão almejada impunidade em forma de prescrição.

Com isso queremos demonstrar que o nosso personagem, Paulo Malino, algumas vezes consegue se beneficiar deste sistema gerador de impunidade. Na sua visão, doentia e distorcida da realidade, o fato de o processo prescrever em decorrência do tempo, para ele, que é criminoso contumaz, representa a justiça sendo feita. 

Para chegarmos a tal conclusão, caros leitores, basta observarmos a quantidade de recursos que o Senhor Paulo Celso Fonseca Marinho, manuseou, para conseguir, de forma sorrateira e sórdida, escapar das garras da Justiça. Ao todo, foram cerca de 08 recursos penais que fizeram com que o processo se arrastasse por mais de 13 anos. 

Destacamos tais números com o propósito de demonstrar aos nossos leitores a verdade como ela é, ou seja, a Justiça não absolveu Paulo Marinho por considerá-lo inocente das acusações, mas sim em decorrência de seus atos protelatórios que fez com que houvesse a extinção da punibilidade em decorrência da prescrição do prazo para executar a pena de 3 anos e 6 meses de reclusão e 70 dias-multa decretada pelo Juízo de primeira instância e confirmada pela Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região – TRF1.

Portanto caros leitores, vê-se que mais uma vez Paulo Marinho escapou das garras da Justiça, não por sua inocência, e sim por seus atos sorrateiros e protelatórios, que lhe deram a certeza da impunidade.



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  5 comentários:

Por: Wellington Aguiar

Eita MARACUTAIA PICARETA ,KĶKKKKKKKKKKMMMMMMMM



Por: Wellington Aguiar

Eu acho MASSA essa FOTO DELE. KKKKKKĶKKKKKKKK



Por: Mário Lago

BEM QUE EU DESCONFIAVA, ELE CONTINUA ENROLADO



Por: Sílvia Régia Vieira de Freitas

Afff, tudo que esse homem se mete tem termina em maracutaia, e pensar que um dia eu já votei nesse troço



Por: Valdinar Alves da Silva

Esse Maracutaia não toma jeito!



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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