Tem cheiro de traição no ar

Por RM

Postado em 12/09/2018 09:25:43



Política se faz assim: com uma relação gentil e fraternal

A atmosfera no grupo que dá sustentação ao governo Gentil não está nada boa. Aliados de proa e até membros graduados do governo não falam abertamente, mas já admitem que a relação entre as potestades abancadas no Palácio da Cidade vai de mal a pior.

Para contextualizar o momento é preciso fazer uma digressão no tempo recente.

Fábio Gentil foi eleito escorado em alianças circunstanciais. O “Cabeludo” não tinha um grupo para comandar. E tomou posse agregando ao seu entorno aquilo que comumente resulta de toda “mudança” de reinado em Caxias. Por isso, historicamente, mudam-se os prefeitos e suas famílias, mas o poder continua, efetivamente, nas mãos dos mesmos de sempre. Sem um grupo para chamar de seu, restou ao “Cabeludo” prometer entregar a alma ao diabo, se preciso fosse. Daí resultaram os acordos leoninos firmados ainda no calor daquela distante eleição municipal.

Ocorre que, eleito, “Cabeludo” e família perceberam que o cumprimento daqueles acordos seria um tiro no pé. Daí porque, ele tratou logo de passar a perna em Catulé Jr. – que foi o seu lugar-tenente e um dos articuladores daquilo que resultou na coligação gentiliana de 2016. Na visão pequena do mandatário municipal e de seus familiares, se Catulé Jr. se elegesse deputado estadual, viraria um forte concorrente para 2020 – ainda mais porque o genitor do jovem é o presidente da Câmara de Vereadores.

Federal

Superado o “problema” Catulé jr., o passo seguinte seria asfixiar a candidatura de Paulo Marinho Jr. para federal. Qualquer sabiá das bandas de cá minimente atento sabe que o primogênito marinhiano, caso eleito, também seria, naturalmente, um concorrente às pretensões de reeleição do atual prefeito – ainda mais se a oligarquia voltasse a dar as cartas nos Leões.

Catinga

Mas não deu para descartar PM Jr. As pesquisas internas para avaliação da candidatura do “Zé das Mães” revelaram que elegê-lo não seria um ato automático e nem tão simples como se imaginavam. A catinga dos Marinho ainda teria de ser suportada até algum ponto limite da campanha.

Rompimento 

É neste ponto que o ambiente interno dos aliados palacianos se deteriora. Não será surpresa nenhuma para este redator – e nem para a torcida inteira do Flamengo – se até as eleiçõs de outubro vindouro ou logo depois, eclodir um rompimento nas entranhas palacianas.



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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