Roseana e os efeitos da rejeição a Temer

Por RM

Postado em 12/06/2018 09:25:15



A cúpula do grupo Sarney insiste no fomento à candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) para o governo do Estado. Com uma pesada carga de rejeição a dificultar-lhe o próprio nome, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) parece estar desestimulada para entrar de cabeça na disputa eleitoral. Pela cotação de hoje, o governador Flávio Dino (PCdoB) caminha célere para uma reeleição sem solavancos. Razão pela qual os Sarney compreendem a necessidade de estimular outros nomes a entrarem na corrida ao Palácio dos Leões, nem tanto embalados pelo sonho de retomarem o poder estadual, mas, sobretudo, a fim de reunirem condições mínimas de disputarem a eleição para o Senado de olho em uma das duas vagas que estarão em aberto.

Para piorar a situação dos sarneyzistas, a última pesquisa Datafolha revela aumento da rejeição ao governo Temer – principal avalista de uma eventual candidatura de Roseana. Nada menos que 82% dos eleitores entrevistados consideram a gestão emedebista ruim ou péssima. Um alta considerável de 12 pontos percentuais na rejeição, se comparada com o último levantamento feito em abril pelo mesmo instituto. Hoje, apenas 3% acham que Temer faz um ótimo ou bom governo.  Outros 14% afirmam que a gestão emedebista é regular.

Os números da pesquisa explicam a razão do porquê Roseana virar uma arara toda vez que alguém relaciona o nome dela ao presidente Temer. Ocorre que esconder a relação umbilical que os Sarney mantêm com o governo temerista é um tanto quanto impossível. O Brasil inteiro sabe que o ex-presidente José Sarney está no topo da cadeia hierárquica do velho MDB de guerra – no mesmo patamar hierárquico de Renan Calheiros, Jader Barbalho, Moreira Franco, Elizeu Padilha, Romero Jucá, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Eunício Oliveira, Edison Lobão e o próprio Michel Temer – são estes os “senhores do Brasil”.

Embora tenham sido aliados de Lula e Dilma, quando o PT esteve no poder, os Sarney foram decisivos na orquestração e consolidação do projeto que resultou no impeachment da presidente Dilma Rousseff e levou Temer a ocupar o Palácio do Planalto. Tanto que, tão logo foi sacramentada na Câmara dos Deputados a votação que pôs fim a era petista, Roseana não se fez de rogada na hora de curtir uma noitada organizada pela alta cúpula emedebista e aliados para comemorar o golpe final, conforme fora revelado na época pelo jornalista Ricardo Noblat (vide foto acima).



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  1 comentário:

Por: Humberto Gomes de Oliveira

Essas pessoas que atrasaram Maranhão deveriam ter vergonha da pobreza dos maranhenses e a riqueza da família Sarney cadeia neles espere Bolsonaro assumir irão atraz dele só esperar Humberto



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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