Pré-campanha de PM Jr., se existir mesmo, é que nem gás butano

Por RM

Postado em 24/07/2018 13:44:27



 

Paulo Marinho Júnior e um de seus cabos eleitorais

O herdeiro daquilo que ainda resta de patrimônio político da família Marinho caminha para sair das urnas traumatizado por mais uma derrota no seu currículo eleitoral. Paulo Marinho Jr. apanhou feio em todas as últimas eleições estaduais e municipais em que, obrigado pelo genitor, teve de meter a cara. Com exceção daquela de 2016 quando pegou carona na histórica e surpreendente eleição de Fábio Gentil (PRB) para prefeito de Caxias e virou vice. 

Vez por outra, Paulo Maracutaia – o pai – vai às decadentes emissoras de rádio e tevê que controla em Caxias para esculachar pessoas de bem da cidade que não coadunam com suas estripulias e peripécias. É quando costuma arrotar que o rebento vai arrebentar nas urnas e que a oligarquia está voltando. O velho Maracutaia perdeu o feeling da política e não se deu conta disso. Há tempos ele não é levado a sério, virou chacota na cidade. Coitado! 

O fato é que, se a pré-candidatura de PM Jr. existe mesmo é que nem gás butano, ninguém vê. Diferentemente de eleições anteriores ­– quando os Sarney estavam no poder e bancavam faraônicas estruturas de campanha, inclusive com apoio de prefeituras regiamente arregimentadas, na atual pré-campanha o rebento marinhiano não tem um apoio político relevante para exibir e nem consegue despertar apelo popular – que o digam Roseana, Lobão, Lobinho e Sarney Filho que em recente incursão por Caxias ao lado dos Marinho passaram por um vexame que ficará na história.

Rechaçado

Depois de prometer para Roberto Rocha que o rebento ia para o PSDB e de jurar para os Sarney que o menino permaneceria no MDB, Maracutaia conseguiu filiar PMJr. no PP – partido da base comunista –, com o objetivo de se imiscuir junto ao governador Flávio Dino (PCdoB) e, assim, tentar tirar uma vantagem qualquer para a campanha do filho, porém restou rechaçado.

O profissional

Quanto a PMJr., apesar de administrador formado pela renomada FGV, o histórico profissional do moço é medíocre. Nunca trabalhou numa grande empresa da inciativa privada e a experiência que teve como diretor da FAI – a faculdade da família Marinho – foi péssima, num período conturbado, marcado pela paralisação de professores que cobravam salários atrasados e direitos trabalhistas suprimidos. A impressão deixada foi a pior possível.

O político

Na seara pública, nomeado pela "tia Roseana", o rebento marinhiano foi um pífio secretário estadual da Juventude. Em 2010, depois de uma campanha para deputado federal consubstanciada pela oligarquia – eram vinte carros de som do tipo D-20, rodando só em Caxias –, PMJr. ficou na 5ª suplência. "Puxado" – de novo pela “tia Roseana” – para virar deputado federal, foi um parlamentar apagado, de atuação medíocre, que não conseguiu trazer um centavo sequer em benefício para Caxias.



  Deixe seu comentario aqui



  0 comentário:

Nenhum comentário ainda foi registrado. Seja o primeiro a comentar!

Busca no blog

Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

Últimos Posts