O eleitor maranhense dividido entre o voto pragmático e o passional

Por RM

Postado em 15/10/2018 10:12:23



 

Haddad x Bolsonaro, opções difíceis de digerir

O segundo turno da eleição presidencial em disputa não deixa margem de justificativa para o voto nas opções disponíveis. Para aquela parte do eleitorado envergonhada pela ladroagem despudorada do PT, mas que não tolera os rompantes de autoritarismo, preconceito, discriminação, falta de conteúdo e agressões aos direitos individuais e das minorias, ter de escolher entre Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL) será um martírio.

Aqui, no Maranhão, o eleitor indeciso entre um e outro candidato – e que não queira optar pelo voto nulo –, terá de se agarrar a subjetivismos para justificar seu voto no dia 28 vindouro.

Evidente que o pragmatismo tende a prevalecer nas intenções de voto dos cidadãos maranhenses – sobretudo daquela parte mais humilde e, até pela própria condição social, mais dependente do setor público.

Relação

A probabilidade de a relação com um governo petista ser amplamente mais favorável ao governador reeleito Flávio Dino (PCdoB) é uma verdade indelével, pela própria conjuntura política atual. Daí porque, a maioria em favor de Haddad neste segundo turno, entre os maranhenses, deve ser amazônica.

Passional

Já entre aquela parte dos eleitores maranhenses tendente a votar em Bolsonaro, ainda que uma parcela se apresente motivada por convicções de ordem pessoal, há um nicho bastante expressivo que se deixou embalar pela “onda” do capitão, tornando, assim, sua manifestação urnística meramente passional, motivada pelo sentimento antipetista.

Possibilidade

Ainda assim, não será surpresa para este redator se o número de votos brancos e nulos resulte num índice histórico, mesmo aqui entre nós, maranhenses.

1º turno

No primeiro turno da eleição presidencial, no Maranhão, o petista Fernando Haddad levou a melhor com 61,26% dos votos válidos, contra 24,28% em favor de Jair Bolsonaro (PSL).

1º turno II

Ainda no Maranhão, os votos brancos (1,68%) e nulos (4,94%) na eleição para presidente foram abaixo da média nacional, que foi de 2,65% e 6,17%, respectivamente.



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
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Radialista (3586/CE - MTE).

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