O eco das urnas revela que os brasileiros não querem mais o PT

Por RM

Postado em 29/10/2018 20:08:23



 

Sentimento de rejeição ao PT mostrou-se avassalador

Os votos válidos – sem os brancos e nulos – são os que decidem o processo eleitoral no Brasil. Candidato que tiver cinquenta por cento mais um dos votos válidos estará eleito em primeiro turno. Caso nenhum dos candidatos alcance este patamar, que não é fácil de ser alcançado, diga-se de passagem, haverá segundo turno entre os dois mais votados. Em segundo turno, restará eleito aquele que obtiver a maior votação, ainda que por um voto apenas. 

Assim, no frigir dos ovos, são os chamados votos válidos que contam para o TSE. No entanto, é importante ler o que diz a totalização geral dos votos – que inclui brancos, nulos e abstenções –, pois é lá onde é possível compreender aquilo que o eleitor de fato quis dizer, por meio da eleição.

Do universo de 147 milhões de eleitores (100%) aptos a votar neste segundo turno, Bolsonaro recebeu 57,6 milhões (39,1%). O segundo colocado, Fernando Haddad (PT), teve 46,7 milhões (31,7%). Foram registrados 2,5 milhões de votos brancos (2,14%). Outros 8,6 milhões (7,43%) foram nulos. A abstenção foi de 31 milhões (21%).

Então, a soma de brancos, nulos, e mais a abstenção, dá absurdos 42,1 milhões de votos (28,5%) do total – é quase a votação do Haddad.

A eleição em segundo turno, encerrada neste domingo (28), traz números gerais que expõem o desencanto do povo com o PT. A atual rejeição ao partido é algo avassalador para a pretensão da sigla de retomar a Presidência da República.

Na avaliação deste redator, pegando como gancho a totalização geral de votos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) não é o quindim dos brasileiros – aliás, que me perdoem os bolsonaristas mais apaixonados, mas o capitão está longe de ser.

O fato de representar o PT foi crucial para a derrota de Fernando Haddad, que mesmo adotando um discurso diferente e novas cores de campanha não conseguiu fugir do estigma petista.

Protesto

Deve-se compreender que houve votos de protesto tanto para um lado como para o outro. Gente que votou em Bolsonaro porque não quer o PT de volta. E gente que votou em Haddad por medo do capitão.

Favorecido

Daí porque, esses números revelam que o presidente eleito foi favorecido pela rejeição ao PT. O povo fez uma evidente manifestação contrária à volta dos petistas.

Dificuldades

Qualquer outro que fosse o oponente no segundo turno, Bolsonaro teria maiores dificuldades para ser eleito. Se Ciro Gomes (PDT), por exemplo, estivesse lá, dificilmente perderia, como antecipavam pesquisas Ibope e Datafolha – que, aliás, não cravaram, mas acertaram os números finais da eleição presidencial. 

Reinvenção

Em síntese, se quiser voltar ao poder, o PT terá de se reinventar. Aliás, a esquerda, como um todo, vai precisar fazer uma imersão em suas próprias entranhas para uma autoavaliação sincera.

Timoneiro

A esquerda vai precisar, inclusive, de um novo timoneiro. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reúne características necessárias para liderar esse processo de revitalização da esquerda no Brasil. Entretanto, até o comunista vai precisar de ajustes. Mas isto é assunto para outra ocasião.



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  1 comentário:

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Para mim PTnem coberto de ouro jamaia...Adeus até nunca mais



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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