O cenário presidencial está turvo

Por RM

Postado em 13/06/2018 10:06:08



A atual fase de pré-campanha à Presidência da República está enfadonha. A campanha em si tende a ser modorrenta. O cenário presidencial está turvo, com nomes que não agradam. Os partidos continuam fora de sintonia com o sentimento popular. Apresentam candidaturas “vencidas”, quando a “voz das ruas” clama por mudança no perfil dos políticos. É obvio que as eleições nos estados sofrem os efeitos dessa realidade.

Daí porque muitos candidatos a governador com possibilidades reais de eleição, inclusive, ainda não definiram que bandeira vão desfraldar na eleição presidencial. Um exemplo clássico é o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) que embora caminhe célere para uma reeleição tranquila – pela cotação de hoje – e tenha anunciado sua chapa majoritária completa com candidato a vice (Carlos Brandão - PRB) e os dois nomes para o Senado (Weverton - PDT e Eliziane Gama - PPS), não consegue anunciar seu pré-candidato presidencial porque o partido dele está paralisado pela paralisia que paralisa a esquerda do chamado campo democrático.

O fato é que a classe política ainda não conseguiu fazer uma leitura correta do momento atual. Os números da última pesquisa Datafolha parecem frustrar parcela significativa do eleitorado que esperava uma novidade, de fato, desde os protestos de junho de 2013, passando pelo impeachment e chegando à paralisação dos caminhoneiros. De lá para cá, nenhuma liderança, à direita e à esquerda, conseguiu se viabilizar. Realidade sustentada pelo alto índice de intenções de brancos e nulos revelado pelo levantamento – algo em torno de 25% na espontânea.

Há tempos o eleitorado sinaliza ansiar por um outsider, alguém sem atuação na esfera político-partidária. Um nome que seja realmente novo – na mais contundente expressão da palavra. Sem alguém de fora da política, restaram os políticos de sempre. Ex-governadores (Alckmin e Ciro) e ex-candidatos (Marina e Lula – este, pasme, preso e condenado!) que agora disputam a preferência de um eleitor sem ânimo para se atentar ao debate. Pior que, pelo andar da carruagem, até 7 de outubro, dia das eleições, dificilmente haverá mudanças profundas.



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
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Radialista (3586/CE - MTE).

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