Erros no 1º dia de provas desgastam ainda mais concurso da Prefeitura de Caxias

Por RM

Postado em 21/05/2018 10:15:58



A prova aplicada neste domingo (20) – a outra está marcada para o próximo, dia 27 – pode não ter sido ainda o capítulo final da novela em torno do concurso público da Prefeitura de Caxias, cujo enredo é marcado pelos embates entre a Procuradoria-Geral do Município contra o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). 

Primeiro, porque os órgãos fiscalizadores supracitados prometem esquentar a chapa embalados ainda pelas supostas irregularidades por eles já apontadas e que viraram o pomo de discórdia com o Município. O concurso somente pôde ser aplicado graças à intervenção judicial, por meio de decisões do juiz Sidarta Gautama, titular da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caxias, que tornou sem efeitos duas medidas impetradas pelo Parquet e pelo TCE-MA contra o certame. Os órgãos alegam que a modalidade de licitação empregada para o caso fere a lei e que a empresa contratada para realizar o concurso, a ‘E. F. Pesquisas e Projetos Ltda.  - Instituto Machado de Assis’, não é qualificada para a tarefa.

Além desses embates já conhecidos do grande público, que terão novos capítulos na esfera judicial por conta dos recursos impetrados tanto pelo Parquet como pelo TCE-MA, há outras variantes que devem ser levadas em conta, pois podem gerar novas demandas judiciais, como o oceano de irregularidades apontadas pelos próprios concursistas, por exemplo.

Na escola Lourdes Feitosa – um dos 51 locais de aplicação de prova – ficou consignado em ata que a numeração do cartão de respostas estava incompatível com o número de inscrição de muitos candidatos. No cartão havia uma numeração de quatro dígitos, quando muitas inscrições são de cinco dígitos, o que pode impedir a correta identificação dos candidatos, na avaliação deles.

Logo após a aplicação da prova, algumas redes sociais foram invadidas por concursistas que apontavam supostas irregularidades, do tipo: que os fiscais não estavam nem aí; que candidatas mulheres entravam carregando bolsas a tiracolo; que havia gente conversando na sala de prova; barulho de celular... Enfim, uma série de ocorrências que ainda podem, sim, comprometer a lisura e consequente validação do certame.

Vale continuar aguardando os próximos capítulos.



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  2 comentários:

Por: silvaalberto

nao teve nada de errado no concurso, fiz as provas e na minha sala ocorreu tudo bem, não sei porque o motivo dessa tentativa de atrapalhar o concurso, no governo anterior abriram 450 vagas mas somente 50 foram preenchidas, afim de que aquele prefeito ficasse livre para contratrar, agora o atual prefeito faz um concurso com a intencao de efetivamente homologar o concurso e nomear os aprovados, ou seja um concurso aberto e sem nenhuma alteracao, nao sei o motivo de tentar embaracar o concurso. A melhor forma dos pobres terem um emprego é através do concurso publico para não ficar na mão dos politicos, presos a um contrato publico.
Por: Ricardo Marques

Meu caro, eu só comento fatos. Procure se informar melhor, há registros em atas de várias irregularidades apontadas pelos próprios candidatos. E também não vai aqui o menor interesse em “embaraçar o curso”, se você acompanhasse com maus atenção a cena político-partidária de Caxias, saberia que fui um vereador que brigou pela realização de concursos públicos, inclusive na Câmara de Vereadores que jamais promoveu um único certame em toda sua história.




Por: NTP

Eu fiz a prova na escola costa sobrinho no pirajá. E teve uma mulher que fez a prova sem o nome dela está na lista dos inscritos. Seu cartão resposta chegou separado de todos e foi preenchido pelo fiscal. Espero que ela não fique com a vaga. Visto que é só uma. Mais marquei o rosto dela e vou acompanhar de perto esse concurso. Caso ela fique com a vaga. Volto a comentar.



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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