Empresário de Caxias teve os bens bloqueados; sem saber, o CPF dele constava como responsável pela rádio da família Marinho

Por RM

Postado em 26/08/2019 06:57:46



 

O empresário Jorge Luiz Trindade de Castro, o Jorge Maracujá, foi surpreendido pelo bloqueio de seus bens devido acúmulo de dívidas oriundas da Rádio Veneza FM de Caxias (MA), de propriedade da família Marinho. Maracujá não sabia, mas o CPF dele constava no banco de dados da Receita Federal como responsável pela falida empresa dos ex-prefeitos Paulo e Márcia Marinho.

Antes de virar um conhecido e bem-sucedido empresário do ramo gráfico na região de Caxias (MA), Jorge Maracujá foi publicitário, e, no começo da década de 90 dirigiu o setor comercial do Sistema Veneza de Radiodifusão, que inclui, além da rádio FM, uma emissora de TV de sinal analógico afiliada à Rede Bandeirantes. Entretanto, JM nunca foi o responsável legal pela empresa, nem sócio, testa de ferro ou coisa que o valha. Seus “poderes” estavam limitados ao setor Comercial, onde ele acompanhava o atendimento aos clientes-anunciantes.

Antes da decadência, que começou coincidentemente após a saída de Jorge Maracujá da Direção Comercial, ainda na década de 90, o Sistema Veneza já foi muito influente em Caxias e região. Não havia outras emissoras na cidade fora do controle dos Marinho. Além da tevê e da rádio, que hoje funcionam precariamente, o sistema chegou a ter um jornal impresso diário e uma emissora de rádio AM, que faliram desde quando os Marinho foram apeados da prefeitura de Caxias, na histórica eleição municipal de 2004, quando a então prefeita Márcia Marinho foi derrotada pelo então deputado estadual Humberto Coutinho.

REINCIDÊNCIA

Não é a primeira vez que caso semelhante ocorre no âmbito de empresas da família Marinho. Depois que o contador Raimundo Walter Aguiar morreu, vítima de problemas decorrentes do diabetes, há cerca de 5 anos, a família dele foi notificada de uma dívida ativa na Fazenda Federal. E somente ficou sabendo, porque uma filha de Seu Walter – que não se relacionava com ele havia 20 anos – teve de assinar documentos de liberação do corpo. Foi o suficiente para que a Receita Federal, de posse do número do CPF dela, repassasse uma dívida deixada pelo pai, junto à Fazenda Pública, de R$ 61.555,31 (valor referente a novembro de 2013), fora multa e correções monetárias (veja na imagem acima).



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
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Radialista (3586/CE - MTE).

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