De volta à fragilidade econômica de Caxias

Por RM

Postado em 17/01/2020 07:07:15



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 O Centro de Cultura Acadêmico José Sarney (sede administrativa de algumas secretarias municipais), que no passado sediou o maior parque têxtil do Maranhão  

O medíocre desempenho econômico de Caxias (MA) e sua fraca contribuição para a construção do PIB estadual maranhense dá lastro às mais diversas elucubrações. Teve gente que manifestou surpresa ao saber que, apesar da badalação em torno da história do município, sobretudo nos campos da política e da cultura, Caxias seja tão pobre, economicamente falando.

De fato, mesmo quando o levantamento feito pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), com base nos dados do PIB 2017, divulgados pelo IBGE, se limita a levantar a realidade da riqueza gerada apenas pelo setor terciário (leiam comércio e serviços), Caxias apresenta um desempenho bisonho – 6º lugar no ranking estadual, com 2,24%; atrás de São Luís (30,97%), Imperatriz (7,21%), Balsas (3,10%), São José de Ribamar (2,72%) e Timon (2,31%).

E quando os números dizem respeito à economia como um todo, Caxias nem aparece. Uma lástima! Os números revelam porque a maioria dos grandes empresários da cidade orbita em torno da Prefeitura, razão pela qual as elites caxienses brigam e se revezam pela permanência no poder.

Entretanto, essa realidade nem sempre foi assim.  Os mais saudosistas dão conta que Caxias já foi o maior parque têxtil do Maranhão; maior produtor de arroz e maior beneficiador de amêndoa de babaçu. Há quem garanta ser verdade que as Indústrias Guadalajara, do Grupo Claudino, e até uma envasadora da Coca-Cola do Piauí deixaram de ser instaladas em Caxias. A política teria sido o entrave da chegada desses investimentos.

FPM

Muita gente não sabe, mas a principal receita de Caxias, o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), tem o mesmo montante recebido por Imperatriz (R$ 106 milhões em 2019), apesar de o município da região tocantina ter uma população bem maior (259 mil habitantes imperatrizenses, contra cerca de 168 mil caxienses).



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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