Das tertúlias no BAC do meu tempo de Baturité

Por admin

Postado em 10/10/2017 11:10:43



O BAC, de Baturité-CE: ao fundo o pequeno salão (que parecia gigante) e do lado direito o bar

 

A junção dos irmãos Moreira (Caio, Bilau e William) com os Lima (o saudoso Nilson e Bizulino), mais o Arthurzão - e uns outros, cujos nomes me fogem à memória - resultou numa época mágica do  meu Baturité: o das tertúlias no BAC (Baturité Atlético Clube).

A cidade parava domingo à noite para dançar e se divertir. O jogo de luz era incrível. Cores pulsantes pululavam de dentro de penicos estrategicamente colocados nos quatro cantos do pequeno salão de dança. O estroboscópio era a modernidade da época e acelerava os movimentos. Ao som de "Born to be alive" e "Automatic lover” - quando a gente começava a dança todo duro, numa tentativa vã (e tosca) de imitar o robô do videoclipe da Dee D. Jackson. O fato é que qualquer um podia ser John Travolta ou Michael Jackson na pista de dança.

E foi quando eu dancei colado pela primeira vez na vida. Com a garota mais linda da cidade. Vládia Victor devia ter uns 12 anos, mais ou menos - minha idade na época. Ela usava roupas da moda - com destaque para aquelas sandálias com meias coloridas e brilhantes, que faziam enorme sucesso por conta da novela 'Dancin Days'. Dançamos ao som dos Trepidantes. "Remember Me" cortava o ar e minhas pernas tremiam tanto que até hoje me pergunto como consegui me segurar até o fim da música.

Foi tudo ingenuamente lindo e mágico, como tudo naquele tempo. O problema é que, naquela época, Vládia era a namorada de Hernane Dantas, um amigo-irmão de infância. Penso que até hoje ele ainda não acredita que eu não sabia que ela era a sua garota.



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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