Brasileiro não liga para corrupção

Por RM

Postado em 20/10/2019 05:42:08



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A foto acima mostra o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (MDB), e o ex-senador Lindbergh Farias (PT). Os dois integram o grupo que comandou a nata da corrupção no Brasil. Muita corrupção! Grupo formado por bandidos do colarinho branco que saquearam o erário fluminense nas últimas duas décadas. E eles parecem não estar nem aí, na imagem acima, flagrados num renomado bar da boemia carioca, discutem caminhos para retomar o poder, já a partir das eleições municipais de 2020. Pior que o brasileiro aceita passivamente tal situação. Alguns – e não são poucos, convenhamos – até festejam. Mas essa leniência com corrupção não é exclusividade do Rio, não.

Contratado para assessorar um candidato a governador do Piauí na última eleição, logo em nossa primeira reunião de campanha expus minha primeira discordância dos rumos pretendidos pela Coordenação, importada de uma igreja evangélica do Rio de Janeiro.

Os marqueteiros cariocas orientavam o candidato a fixar suas argumentações no primeiro debate televisivo no tema “corrupção”.  Os homens do marketing, que, aliás, eram também pastores evangélicos, queriam que o candidato se apresentasse monotemático. “Seja qual for o assunto da vez, puxe para a corrupção”, dizia um deles.

Destoei da ideia. Falei que corrupção, apesar de importante pelo advento da Lava-Jato e tal, não deveria ser um tema uníssono, pois há outras questões igualmente relevantes no cotidiano dos piauienses, como a geração de emprego e distribuição de renda, por exemplo. E, ademais, o povo brasileiro não dá muita bola para essa pauta, salvo quando na ponta da linha está um político de outra matiz ideológica daquela que o cara simpatiza – vide o #LulaLivre, por exemplo.

O candidato acolheu as diretrizes dos marqueteiros-pastores – ou seriam pastores-marqueteiros? – e focou-se o tempo todo no “combate à corrupção”. Ficou chato. Perdeu-se a chance de largar na campanha com proposições positivas – e ele tinha várias a serem apresentadas. Até que, no debate em si, o candidato não se saiu mal. Mas as urnas da eleição no Piauí confirmaram a assertiva deste redator: um monte de figuras, de notório envolvimento com a corrupção, restou reeleito pelo voto popular. Nossa corrupção é cultural.

LAVA-JATO

Registre-se que as pessoas incomodadas com a Operação Lava-Jato são movidas por paixão político-ideológica ou por interesse próprio. Ademais, cumpre lembrar, as seguidas coligações PT/PMDB/PP/PTB (leia-se Lula/Dilma/Temer/Pedro Correia/Roberto Jefferson e afins) nos legaram essa herança de desgraça e empobrecimento do país.



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  1 comentário:

Por: James

Então cidadão, ao chamar a corrupção midiatizada nos últimos 20 anos de heranças, parece deixar claro que antes disso nós vivíamos no país mais transparente do mundo. Sejamos honesto e saibamos reconhecer a história política desse país. Já é um grande começo!



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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