A oligarquia numa sinuca de bico

Por admin

Postado em 03/04/2018 08:42:50



 

A oligarquia faz contorcionismos para encontrar a formula menos traumática de encarar as urnas nas eleições de outubro vindouro. Roseana está em baixa. A autodenominada “caravana da guerreira” revelou-se um fiasco retumbante. O desânimo foi total. Assim, diante do iminente fracasso urnístico, os tentáculos da oligarquia se atiram para todas as direções. Tentam criar atalhos ao menos apara elevar a autoestima do grupo, abalada desde a fatídica eleição de 2014, quando foi fragorosamente surrada pela oposição liderada pelo governador Flávio Dino.

A vida da rapaziada oligarca não está nada fácil. O mar não está para peixe. Mas é ingenuidade achar que a oligarquia se dê por vencida e entregue os pontos sem estrebuchar. Ainda que o horizonte se apresente tempestuoso para as pretensões dos Sarney e companhia limitada, os próceres do atraso sabem que terão de buscar alternativas para não deixar o grupo sucumbir para sempre. Terão de buscar uma sobrevida qualquer. Neste ponto a eleição de ao menos um senador é fundamental para o grupo não desaparecer de vez.

Por isso a tática, já claramente delineada, de “dividir para somar”. E, na agonia do momento, a oligarquia escancara a volta dos que nunca chegaram a ir de verdade. Dos que jamais deixaram de ser, apesar do teatro encenado por uns tempos. Só que eleger um senador não é assim tão fácil, sobretudo em condições tão adversas. Historicamente, o governador que se elege com folga nas urnas costuma puxar os seus candidatos ao senado. Basta dar uma olhada nos números de todas as eleições nos últimos 30 anos, sem exceção. A oligarquia encontra-se numa sinuca de bico.



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Sobre Ricardo Marques

Advogado (OAB/MA 9572)
Jornalista (904/MA - MTE)
Radialista (3586/CE - MTE).

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